A eliminatória com o Hearts estava arrumada antes de o árbitro escocês apitar para o início desta segunda mão, disputada na quinta-feira, dia 13 de agosto, em Edimburgo. O Benfica só precisava de sobreviver à noite, e foi exactamente isso que fez, com um empate a um golo que não muda rigorosamente nada no desfecho da eliminatória da terceira pré-eliminatória da Liga Europa.
Depois do 6-1 sofrido pelos escoceses na Luz, esta segunda mão era mais um trâmite do que uma verdadeira decisão. O apuramento já estava arrumado na mala.
É aqui que entra a leitura que interessa. Com a eliminatória praticamente resolvida, Marco Silva fez o que qualquer treinador com cabeça no lugar faria, geriu. Sete alterações ao onze que tinha entrado em campo frente ao Académico de Viseu, um autêntico banco de ensaios em pleno play-off europeu. Não é desleixo, é calendário. Quem tem uma época longa pela frente não anda a queimar jogadores em jogos já resolvidos no papel.
O Benfica arruma, portanto, a eliminatória com o Hearts e olha para a frente. Aguarda agora o Aarhus, da Dinamarca, no play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa. A primeira mão joga-se no Estádio da Luz, a 20 de agosto, e a decisão viaja para solo dinamarquês uma semana depois, a 27 de agosto.
É este o teste a sério que se aproxima. Contra o Hearts sobrou qualidade e margem para rodar. Contra o Aarhus, o Benfica já não vai ter essa folga de seis golos guardada no bolso à partida.

