O Benfica vai buscar a Cuba uma pontuadora de zona 4 e amarra-a até 2027

Chama-se Claudia Tarín, tem 23 anos e joga na zona 4. Fica já resolvida a apresentação. O que interessa é o resto, porque este é daqueles reforços que só se percebe quando se olha para o currículo com atenção.
A cubana assinou pelo Benfica com contrato válido até 2027. Não é um empréstimo, não é uma experiência de meia época. É compromisso a sério, e isso diz muito sobre a confiança que o clube deposita nela.
Então o que traz mesmo esta jogadora? Vamos aos números, que não mentem. Em Cuba, ao serviço do Las Tunas, foi a melhor pontuadora da liga e ainda por cima a melhor no serviço. Duas coisas ao mesmo tempo, o que já é raro. Uma atacante que remata e depois serve mísseis do outro lado da rede. Em 2023, voltou a ser a melhor servidora, desta vez na Challenger Cup da sua confederação. Repita-se: o serviço é uma arma que ela domina, e no voleibol moderno isso vale ouro.
O percurso também conta. Tarín anda pelo voleibol europeu desde 2021 e não ficou parada num sítio. Passou pela Turquia, ao serviço do Spor Kulübü, pela Hungria no Újpest, e pela Roménia no CSM Lugoj, onde ainda disputou competição europeia. Ou seja, rodou por ligas diferentes, com exigências diferentes, e adaptou-se. Isso forja uma jogadora.
Internacional pela selecção de Cuba, já competiu num Mundial de Sub-21 quando era mais nova. Traz bagagem, traz ponto, traz serviço. E traz aquela fome de quem saiu da ilha para se afirmar lá fora. O Benfica ganhou uma atacante feita. Agora é vê-la a marcar dentro do pavilhão.
