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O Benfica venceu. E este é o momento certo para o dizer

Chega de narrativas montadas, de críticas seletivas, de perfis falsos a espalhar divisão

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Este é o momento certo para comentar o que se tem passado nas últimas semanas — sem recuar um ano, quanto mais quatro ou cinco. Porque é agora que muitos deviam calar-se, mas, como sempre, fazem mais barulho do que nunca.

O Benfica venceu o Bayern de Munique pela primeira vez em jogos oficiais. E não só venceu — venceu o grupo no Mundial de Clubes. Isto, depois de no primeiro jogo o empate ter sido ridicularizado pelos mesmos do costume. E de, ao intervalo do segundo jogo, esses mesmos já estarem com as críticas afiadas, carregadas de interesses e disfarçadas de exigência.

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Mas não vivem o Benfica. Vivem do insucesso do Benfica. Alimentam-se da crítica fácil, fabricada, montada como narrativa, porque sabem que sem ela ninguém lhes presta atenção.

O raciocínio é simples: olhem à vossa volta e identifiquem quem festeja as vitórias do Benfica. Mesmo que o último ano não tenha correspondido à exigência máxima do clube, houve títulos. Houve conquistas. Houve atletas que honraram o emblema. Mas esses não interessam. Se o Benfica vence no basquetebol, ignoram. Se vence a Taça da Liga, desvalorizam. Correm a fazer quadros e estatísticas enviesadas para apontar o dedo — porque nunca se trata de apoiar, mas sempre de atacar.

E os ataques são seletivos: treinador, direção, jogadores — cada um à vez.
Foi porque Di María não ia ao Mundial. Foi porque não havia reforços. Bruno Lage foi gozado, antes mesmo de começar a trabalhar. Quando os jogadores se debatiam com temperaturas de 36 ou 38 graus, diziam que “se arrastavam em campo”. Chegou-se ao ponto de gozar com Renato Sanches, um jogador formado no clube, como já fizeram com Cardozo, Eliseu, André Almeida, Pizzi, Rafa, Weigl, Gaitán, Gilberto… Este ano calhou ao Renato.

Mas a coisa não ficou por aí. Quando os benfiquistas celebravam uma vitória histórica, as contas voluntárias de determinadas candidaturas tratavam de espalhar a cartilha — incomodados com a felicidade da maioria. Não foram os rivais. Não foi a imprensa. Foram os que dizem ser do mesmo clube.

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    O treinador que criticam fez história. Os jogadores que atacam fizeram história. E enquanto isso, essas contas minavam o pós-jogo com narrativas provocadoras, saboreando cada clique de divisão.

    Depois, quando se reage — como eu reagi — vêm com os argumentos gastos de sempre: que “em outubro acaba”, que “estás a mais”, que “não mereces festejar”. Dizem isto nas sombras, com perfis falsos, sem coragem para mostrar a cara.

    E quando saiu a sondagem que critiquei? Um coro de desistências: “Se o Rui ganha desisto do Benfica e já não se estou para chatear” São estes os que se dizem democráticos. Mas, se não ganham, viram costas — como alguns dos candidatos que tanto defendem.

    Mas a verdade é esta: o Benfica continuará.
    Com ou sem eles. Com ou sem treinadores A, B ou C. Com ou sem candidatos que prometem tudo e aparecem só em tempo de campanha.

    O Benfica vai continuar a fazer história.
    E nós também vamos continuar cá — hoje, amanhã, em outubro, novembro, dezembro, janeiro, e durante os anos que forem precisos.

    Porque o Benfica é eterno.
    Ao contrário de certos ruídos.

     

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