Há umas semanas rebentou a polémica das comissões pagas a ex-árbitros que escrevem nos jornais e debitam análises enviesadas nas televisões. Quando se trata do Benfica, é sempre falta e o árbitro esteve bem. Quando é o FC Porto, já não há falta nenhuma. Há até lances que nem sequer colocam para análise, tal é a vergonha que devem sentir ao admitir que existem casos contra o FC Porto.
Vejamos o exemplo do ex-avençado do Sporting, Pedro Henriques. No lance do golo anulado ao Benfica por suposta falta de Richard Ríos, com João Gonçalves como árbitro e Tiago Martins no VAR, Pedro Henriques apareceu rapidamente a defender a equipa de arbitragem — a tal equipa fetiche da FPF — dizendo que houve falta e que a decisão foi correta.

O mesmo Pedro Henriques consegue, poucas semanas depois, afirmar que essa mesma equipa de arbitragem esteve bem ao não assinalar dois penáltis contra o FC Porto. As dinâmicas são idênticas, os lances são até mais passíveis de falta grave do que o de Braga, e ainda assim o discurso muda completamente.

O mais grave é isto:
o ex-avençado do Sporting consegue dizer uma coisa e o seu contrário em poucas semanas… e nós encolhemos os ombros e deixamos andar.
É assim que se normaliza a falta de critérios.