O clássico já terminou, mas nos canais do grupo Media Livre continua a ser tratado como se ainda estivesse a ser jogado. As mensagens do balneário continuam a dominar o debate, enquanto outros temas vão sendo empurrados para segundo plano conforme a conveniência narrativa do momento.
Curiosamente, esta semana até foi relativamente calma no que toca a invenções sobre o Benfica, com exceção da velha história da alegada proposta para José Mourinho, reciclada a partir de artigos antigos, do verão e do período em que Xabi Alonso e Rúben Amorim saíram dos seus clubes. Chegamos a sexta-feira e continua sem aparecer o tal artigo recente da ESPN que supostamente sustentaria tudo isto.
👀 Mensagens subliminares hostis no balneário do Dragão: Vítor Pinto e Pedro Sousa leem queixas de presidentes em direto
👉 Novos dados sobre palavras "acidente", "ambulância" e "morte" no espaço dedicado às equipas visitantes pic.twitter.com/9iqRq8P8we
— Record (@Record_Portugal) February 13, 2026
Sobre as frases do balneário, naturalmente que são temas sérios e que devem ser analisados pelos organismos competentes. Mas todos sabemos como normalmente termina, multas e pouco mais. O que já se torna difícil de levar a sério é ver figuras editoriais indignadas com o estado do futebol português, quando muitas vezes são os próprios a alimentar o ruído e a transformar opinião em agenda mediática.
Há perguntas que continuam sem resposta. Quem divulgou as fotografias do balneário? Quem começou a amplificar o tema agora? Quem esteve recentemente ligado à narrativa da alegada proposta por Gabri Veiga? As respostas não são assim tão difíceis de encontrar.
‼️ Bernardo Ribeiro acrescenta que as frases do balneário do FCPorto afinal definem o que é o nosso país.
E ainda acrescenta que foi o “grande” Record a divulgar estas imagens e não o Sporting.
Imagens essas já publicadas nas redes sociais de portistas desde Setembro de 2025😅 pic.twitter.com/NaHdQlfZ4L
— Nogues 𝕏 ® (@nogu3s) February 12, 2026
Se fosse outro clube a levantar estas questões, provavelmente o discurso seria outro. Mas como não é, o tratamento mediático segue um guião previsível. No fim, fica a sensação de que há quem prefira alimentar guerras mediáticas em vez de olhar para o futebol dentro das quatro linhas.




