
Fica já esclarecido quem manda nesta decisão. Não foi o Benfica, não foi o Académico de Viseu, foi a APCVD que fechou as portas do estádio para essa tarde de agosto. Uma autoridade que trata da prevenção da violência nos espetáculos desportivos, e que tem o poder de riscar um jogo inteiro da lista de bilhetes à venda.
Para quem já tinha o Red Pass tratado e contava marcar presença logo na estreia, a notícia soa a balde de água fria. Mas há aqui uma diferença que importa sublinhar, e que separa esta situação de um simples cancelamento sem mais explicações: ninguém fica a perder dinheiro.
Os detentores de Red Pass vão ser ressarcidos no valor correspondente a este jogo específico. Não é reembolso em numerário na conta bancária, é crédito, e esse crédito cai diretamente na carteira virtual associada ao cartão. Fica ali, disponível, à espera de ser usado num jogo futuro.
É um mecanismo simples, mas eficaz, e mostra que o clube já tem rotina montada para lidar com estas decisões externas sem deixar o sócio a perder. Quem paga a mensalidade do Red Pass sabe que está a pagar por uma época inteira, não por um jogo isolado, e o crédito devolve exatamente essa lógica.
Fica então o calendário com uma nota à margem, o Benfica estreia se na Liga Portugal a jogar para um estádio vazio na Luz. Os três pontos, esses, contam
