Os áudios provocaram uma rutura na arbitragem portuguesa
A arbitragem parou e a Federação ficou sem argumentos

Os árbitros estão a fazer aquilo que era esperado. Ninguém pode ser obrigado a ouvir, aceitar e ficar em silêncio perante as declarações atribuídas ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Esta foi a posição conjunta assumida pelos árbitros profissionais relativamente a Pedro Proença:
“Os árbitros do futebol profissional informam que decidiram não iniciar a primeira ação de reciclagem e avaliação de arbitragem, por entenderem que, face aos acontecimentos que têm envolvido a arbitragem nacional, não estão reunidas as condições necessárias para o arranque dos trabalhos.”
Segundo o Record, confirma-se que Pedro Proença contactou alguns árbitros, pedindo-lhes que estivessem presentes para que pudesse esclarecer toda a situação. Antes disso, já teria tentado fazê-lo numa reunião com a APAF.
Agora, é necessário esclarecer as informações que circulam nas redes sociais sobre Luís Godinho, alguns árbitros do Norte e uma alegada promessa relacionada com a escolha de um novo presidente do Conselho de Arbitragem.
São informações que circulam publicamente e que devem ser esclarecidas de uma vez por todas. Sabemos que nem tudo o que é publicado nas redes sociais corresponde à verdade, mas é precisamente por isso que os responsáveis devem responder de forma clara e objetiva.
Também é necessário esclarecer se Luciano Gonçalves se mantém em funções ou se será afastado preventivamente até estarem concluídas as investigações da Polícia Judiciária.
Na minha opinião, Luciano Gonçalves já não reúne condições para continuar à frente do Conselho de Arbitragem. A credibilidade do setor está profundamente abalada e o silêncio apenas aumenta as dúvidas.
Resta agora aguardar pelos próximos desenvolvimentos e pela resposta de quem está por detrás da divulgação dos áudios, porque certamente haverá novos episódios.
Não fosse o futebol português uma novela sem fim.




