Na edição online do jornal ABola, apareceu uma espécie de “notícia” em que dizia que o mais recente reforço de 18 anos, Vinícius Ferreira, poderia ir para a FIFA devido ao diferendo que o jogador tem com o seu anterior clube, Atlético Paranaense. O mesmo jornal apenas ouviu o director jurídico do clube e não fez o trabalho de investigação a que é obrigado. Apenas limitou-se a criar um caso.

Há pelo menus 4 artigos disponíveis na internet que mostram o que se realmente se passou com o jogador (ARTIGO 1 ARTIGO 2 ARTIGO 3 e ARTIGO 4). Mas foi preferível apenas colocar um director jurídico do clube, em que o jogador tem um diferendo a falar, sem nunca questionar o que o clube fez ao jogador.

Vinícios  queixou-se que foi aliciado por várias vezes pelo Altético Paranaense a assinar contrato profissional, sem a presença do pai e empresário. O jogador tinha na altura 17 anos e apenas contrato de formação até aos 20 anos de idade. Não cedendo a pressões o jovem não só foi afastado da selecção Brasileira SUB-17 a pedido do clube como forma de chantagem como o afastaram do campeonato e taça. Com o  clube a querer obrigar a assinar o contrato profissional, o jogador foi obrigado a treinar no clube rival, tendo o pai do jogador apresentado queixa no 13.º Distrito da Polícia Civil contra o Atlético alegando que o jovem atacante teria sido alvo de assédio moral de dirigentes. Segundo o advogado de Vinícius, Diego Barreto, o atleta menor de idade teria sido coagido a assinar contrato profissional sem a companhia dos pais ou do empresário.

“O jogador foi coagido a assinar o contrato profissional e não assinou. Saiu chorando do centro de treinamentos, porque não queria assinar naquelas condições, sem nenhuma assessoria, advogado ou membro da família”, explica Diego Barreto, advogado do atleta. “O contrato não estava na mesa, mas tentaram convencê-lo de maneira enérgica e isso acumulou com uma série de outros episódios”.

O advogado do atleta falou em 3 possibilidades para a resolução do caso. “A primeira seria um acordo com outro clube do país para que o Jaú (Vinícios) siga carreira neste outro clube, com rateio de percentuais económicos entre as partes. A segunda, a tentativa de rescisão do contrato na Justiça, alegando a inviabilidade do atleta permanecer no clube após os citados episódios. A terceira, aguardar que o atleta complete 18 anos e deixe o país. Neste último caso, o Atlético seria ressarcido com a indemnização de formação no momento em que o atleta firmasse contrato com um clube do exterior”, finaliza Barreto.

O jogador fez 18 anos e agora assinou pelo Sport Lisboa e Benfica tendo o clube apenas de pagar numa futura transferência o mecanismo de solidariedade por ser formado no clube.

Pena que o director jurídico do Atlético Paranaense não tenha falado que tentou fazer o mesmo com Nathan Souza que se transferiu para o Chelsea FC.

Não se entende porque o Jornal ABola não fez o seu trabalho. Quer dizer, é melhor fazer um caso do que fazer uma notícia.