Não é novidade para ninguém: o Record é do Sporting. Vai lá quem quer, lê quem gosta e acredita quem quiser. Mas às vezes, a coisa atinge níveis que até dão para rir, e esta semana tivemos mais um exemplo digno de destaque.
Temos dois negócios em curso:
- O Sporting ainda nem conseguiu que o Gyökeres faça exames médicos.
- O Benfica, por outro lado, já se reforçou e prepara-se para a Supertaça.
Até aqui tudo normal. Mas eis que surge a manchete do costume:
“O Arsenal vai pagar 63,5 milhões fixos + 10 milhões em bónus, com o empresário Hasan Çetinkaya a abdicar de 6,5 milhões de comissão.”
“Tudo somado: 80 milhões de euros.”
Esperem lá. 80 milhões?!
Mas não são 63,5 fixos + 10 de bónus = 73,5?
Os 6,5 milhões que o empresário não vai receber… também contam?! Estamos a somar dinheiro que ninguém paga nem ninguém recebe só para encher a manchete?
Do outro lado, temos o negócio do João Félix. Aí já se somam:
- percentagem do passe,
- salários,
- refeições diárias,
- conta da luz,
- água,
- papel higiénico do balneário…
Tudo serve para dizer que o Benfica “está a gastar muito” ou que há “contas mal explicadas”.
Um negócio é romanceado. O outro é escrutinado até ao talher do almoço.
E porquê? Porque o Benfica está em período eleitoral. Claro. Não tarda muito, aparecem os bots/voluntários do costume a dizer que o presidente “está a construir uma equipa e quem vier que pague”. Só não dizem isso porque, se o disserem, lá se vai o discurso do “ganhar, ganhar, ganhar”… sem dizer como.
Enquanto isso, o Benfica continua a trabalhar. E alguns continuam a somar… até o que não existe.


