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SAD do Benfica apresenta resultados positivos de 19,1 milhões de euros em 2025/26

SAD do Benfica apresenta resultados positivos de 19,1 milhões de euros em 2025/26

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), nesta terça-feira, 8 de setembro, o Relatório e Contas anual referente ao exercício de 2025/26, compreendido entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026. O resultado líquido ascendeu a 19,1 milhões de euros positivos, consolidando o desempenho financeiro registado no exercício anterior.

Trata-se do segundo exercício consecutivo da Benfica SAD com resultado líquido positivo e do terceiro com lucro nos últimos quatro anos. O desempenho alcançado resulta do crescimento de diversas linhas de receitas recorrentes, do controlo dos gastos operacionais, bem como da evolução favorável do resultado com direitos de atletas e do resultado financeiro. Este desempenho refletiu-se também no reforço do capital próprio, que atingiu os 135,5 milhões de euros e cresceu pelo segundo ano consecutivo.

OUTROS DADOS RELEVANTES

  • Resultado operacional positivo de 32,4 milhões de euros, incluindo o resultado com direitos de atletas: mantém-se em terreno positivo pelo segundo exercício consecutivo e pelo terceiro dos últimos quatro anos. A evolução reflete, em particular, o contributo positivo do resultado com direitos de atletas, a par do desempenho das restantes componentes operacionais
  • Rendimentos operacionais sem direitos de atletas de 214,4 milhões de euros: representa uma redução de 7,0% face ao exercício anterior, no qual a Benfica SAD tinha atingido o valor mais elevado de sempre. Esta evolução é essencialmente explicada pela performance desportiva na UEFA Champions League e pela não recorrência dos rendimentos associados à participação no Mundial de Clubes da FIFA, que influenciaram fortemente os rendimentos do exercício transato. Em contrapartida, verificou-se um crescimento de receitas recorrentes no presente exercício
  • Rendimentos de matchday de 45,2 milhões de euros: com um crescimento de 8,5%, atinge o valor mais elevado de sempre da Benfica SAD. Destaca-se o crescimento das receitas de bilhética das competições europeias (+36,3%), bem como da bilhética das competições nacionais (+9,7%), dos bilhetes de época (+7,8%) e do Corporate (+4,8%)
  • Receitas de televisão de 55,7 milhões de euros: representa um crescimento de 5,7% face ao período homólogo, atingindo novamente um valor recorde nesta rubrica. Esta evolução é explicada pelos aumentos anuais previstos no contrato de exploração dos direitos televisivos celebrado com a NOS e pelo crescimento das receitas geradas pela exploração da linha digital. As receitas de televisão constituíram, no presente exercício, a rubrica mais relevante do conjunto dos rendimentos operacionais sem direitos de atletas
  • Gastos operacionais sem direitos de atletas de 229,4 milhões de euros: equivale a um crescimento de 1,2% face ao período homólogo, evolução praticamente explicada pelo aumento das imparidades. De destacar as diminuições dos gastos com pessoal e dos royalties relativos à marca Benfica, que, em conjunto, reduziram €2,5 milhões, superando o aumento de €1,9 milhões verificado na rubrica de fornecimentos e serviços externos. O crescimento dos gastos volta a ficar abaixo da inflação verificada, refletindo a continuidade do esforço de controlo e eficiência operacional
  • Resultado com direitos de atletas de 47,4 milhões de euros: representa um crescimento de 1,4% face ao período homólogo. Esta variação decorre essencialmente da redução dos gastos com transações de direitos de atletas, nomeadamente dos encargos com serviços de intermediação, que representaram 3,9% do montante das vendas brutas de direitos de atletas realizadas no exercício
  • Resultado financeiro negativo de 10,6 milhões de euros: regista uma melhoria de 21,4% face ao período homólogo, próxima da alcançada no exercício transato. Esta evolução resulta essencialmente da redução dos juros suportados, em consequência da diminuição da dívida líquida e da obtenção de melhores condições de financiamento
  • Ativo de 649,4 milhões de euros: corresponde a um crescimento de 9,9% face ao período homólogo e ao 11.º exercício consecutivo em que o valor do ativo aumenta. Este crescimento é principalmente explicado pelo aumento do valor do plantel registado na rubrica de ativos intangíveis e pelo crescimento dos montantes a receber de clientes e outros devedores
  • Passivo de 513,9 milhões de euros: representa um aumento de 8,2% face ao período homólogo, justificado pelo crescimento dos compromissos com fornecedores e outros credores, bem como pelo aumento da rubrica de outros passivos não correntes. Em sentido contrário, os empréstimos obtidos diminuíram €9,6 milhões, os quais já tinham registado uma redução no período homólogo. No final do exercício, o passivo representava 79,1% do ativo, face a 80,3% em 30 de junho de 2025
  • Dívida líquida de 184,9 milhões de euros: equivale a um decréscimo de 6,1% face aos €196,9 milhões apresentados no final do exercício anterior, mantendo a tendência de redução que já se tinha verificado nesse exercício. De destacar que a dívida líquida corresponde a 56,9% dos rendimentos operacionais com direitos de atletas, mantendo-se este indicador globalmente estável face aos 56,6% registados no período homólogo
  • Capital próprio de 135,5 milhões de euros: representa um crescimento de 16,5% face ao período homólogo, impulsionado pelo resultado positivo alcançado no exercício. O capital próprio regista, assim, um crescimento pelo segundo ano consecutivo
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