Seara: “houve outros emblemas que tiveram as mesmas faltas cometidas e que não foram sujeitos a processos sumários”

Fernando Seara considera que o sumaríssimo imposto a Rúben Dias, devido a uma agressão a Gelson Martins no dérbi com o Sporting, “significa a desvalorização total do papel do VAR”.

Nesse sentido, em entrevista à Rádio Renascença, o jurista diz estranhar, que, “depois de ter sido anunciado o processo sumário ao Rúben Dias, o Conselho de Arbitragem não tenha vindo dizer nada”.

“Até a associação de árbitros está calada quando está muitas vezes a falar e, muitas vezes, a falar muito. Eu acho isto de uma singularidade extraordinária. Desde logo por atingir o Benfica, Samaris e Rúben Dias, não atingir mais ninguém e desencadear o silêncio daqueles que apoiam, entusiasticamente, o VAR. Então o VAR serve para quê?”, atirou.

Fernando Seara recorda, ainda, que “houve outras jogadas de jogadores de outros emblemas que tiveram as mesmas faltas cometidas e que não foram sujeitos a processos sumários”, o que, na sua opinião, coloca em causa “o princípio de igualdade da competição”.

“Jogos que são objeto de transmissão televisiva são todos. Têm oito câmaras e jogos que têm transmissão televisiva de 18 câmaras é evidente que os jogadores dos clubes onde estão as 18 câmaras são muito mais alvo de possíveis processos sumários que outros. O que eu estranho é que o princípio da igualdade apenas atingiu o Benfica. Estranho, e muito”, lamentou.

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