
Em duas semanas, voltámos ao mesmo tema, penáltis que decidem campeonatos. Lembram-se do penálti assinalado no Dragão por uma suposta falta sobre Fofana, que deu a vitória ao FC Porto na parte final? Para todos o que viram o jogo, o lance de Pavlidis é ainda mais grave, e não foi assinalado.
A dinâmica é parecida, guarda-redes com a posição ganha para disputar a bola, contacto que trava a progressão, e de repente o critério muda. Uma semana é penálti no Dragão, na semana seguinte é penálti no Algarve, mas na Luz, se for a favor do Benfica, já não é penálti. Isto não é futebol, isto é um campeonato a ser escrito por decisões que mudam conforme a camisola.
Do empate na Luz saiu até um rótulo que anda a circular, o campeonato do Pinheiro. E a crítica não fica por aí, porque também se fala do VAR. Há quem aponte Luís Ferreira, lembrando que já moveu um processo ao Benfica, incluindo à BTV, e que neste jogo não viu nem a falta do guarda-redes nem o toque do central do FC Porto.
No fim, fica a sensação de sempre, sem critério uniforme, o campeonato deixa de ser decidido no relvado e passa a ser decidido no apito.




