Após as alegadas críticas de Pinto da Costa, que terá lamentado junto da Liga e da FPF as declarações de Joaquim Evangelista, líder do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), a respeito da posição dos futebolistas durante a pandemia de Covid-19 e do regresso das provas, o líder desta entidade sindical tornou público um comunicado a clarificar a situação.

Deixando claro que o “Sindicato nunca preconizou o término de nenhuma competição”, o SJPF salienta que “tendo tido conhecimento das críticas manifestadas pelo presidente do FC Porto” se vê na obrigação de tomar esta posição pública.

“Lamentamos que o presidente do FC Porto tenha visado o Sindicato numa matéria que nos parece consensual”, refere o sindicado, prosseguindo as críticas.

“Lamentamos, ainda, que alguns clubes, em vez de se concentrarem nos problemas, procurando soluções e unindo esforços para credibilizar o futebol, compreendendo que é a estabilidade da modalidade, no seu todo, que está em causa, se entretenham a criticar o sindicato.”

Este organismo faz saber ainda que a responsabilidade do estado de emergência compete à Assembleia da República, ao governo e a Marcelo Rebelo de Sousa e não é este sindicato nem os clubes que vão determinar o regresso à dita normalidade.

“O futebol e os seus praticantes não são exceção, todos os trabalhadores sabem que voltarão à normalidade possível, assim que estiverem determinadas as orientações que todos devemos seguir, pelas autoridades de saúde.”

O organismo liderado por Joaquim Evangelista sustenta que “criticou, e mantém” a respeito da “forma como alguns clubes, unilateralmente, decidiram retomar a atividade, em pleno período de confinamento e estado de emergência”.

O SJPF realça ainda que “em nenhum momento, publicamente ou nos grupos de trabalho criados com a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga, se manifestou contra a retoma da competição e conclusão da presente época desportiva”.