Só é penalti se a rasteira for com a cabeça
João Pinheiro em foco, critério desigual volta a incendiar

Está encontrado o nome para o campeonato 25/26, o campeonato do Pinheiro. Não é uma frase bonita, mas é a sensação que fica quando se acumulam lances e decisões que, na leitura de muitos, acabam sempre por cair para o mesmo lado.
Falamos de um árbitro que, num episódio anterior, demorou 14 minutos a encontrar um detalhe para justificar um penálti a favor do Sporting, num lance que, para quem critica, abriu a porta à Taça de Portugal. E no clássico volta a existir um lance que, não pode passar em branco, o estender de perna de Diogo Costa a travar a progressão de Pavlidis, com um toque adicional de um defesa a ajudar a queda. Era penálti, e seria um momento para meter o FC Porto a tremer no resto da época.
Depois há o contexto. Quando se fala numa capa em Itália a criticar João Pinheiro, a ideia de pressão aparece inevitavelmente. E a forma como correu, rápido e agressivo, para amarelar jogadores do Benfica, contrastando com a atitude perante o FC Porto, alimenta a leitura de critério desigual.
O Benfica até pode continuar matematicamente vivo, mas com arbitragem assim, a mensagem é clara. E se já é difícil bater duas equipas, mais difícil ainda é bater quem decide o critério.


