Sofrimento e golo no último suspiro: assim foi a estreia da equipa de futsal do Benfica diante dos sócios
Não houve tempo para preâmbulos. Cassiano Klein escolheu André Correia, Afonso Jesus, Pany Varela, Arthur e Lúcio Rocha para o onze inicial, e a equipa entrou a jogar como quem quer mostrar serviço aos 1286 espectadores que encheram as bancadas do Pavilhão Fidelidade.
O golo chegou aos 13 minutos, com assinatura coletiva. Afonso Jesus cobrou um canto do lado esquerdo, Anderson Fortes cruzou e Diogo Almeida só teve o trabalho de empurrar para dentro. Três minutos depois, aos 16′, o Benfica voltou a fazer das suas: Silvestre repôs pela esquerda, Arthur apareceu do lado contrário e rematou sem hipótese para o guarda-redes adversário. 2-0, e o intervalo chegou sem sobressaltos.
A segunda parte, essa, teve outro sabor. Logo aos 21 minutos o Eléctrico encurtou distâncias, e bastaram mais quatro minutos para empatar a partida, 2-2. Um balde de água fria sobre uma equipa que parecia confortável. Mas foi aí que o Benfica mostrou aquilo que separa os campeões dos coadjuvantes: a segundos do apito final, Arthur voltou a aparecer, desta vez a converter um livre direto sem barreira, para fechar o marcador em 3-2.
Entre a assistência esteve gente conhecida da casa, como Zé Maria e o ator José Condessa, prova de que a apresentação da equipa de futsal já não é um evento menor no calendário encarnado.
Fica a nota, e não é de somenos: com esta vitória de reviravolta, o Benfica arranca a temporada com o ânimo certo. A estreia oficial está marcada para dia 5 de setembro, às 21h00, com a Supertaça diante do Sporting, em jogo agendado para o Pavilhão Municipal de Desportos de Vila do Conde. Um dérbi logo de arranque, e depois desta exibição, há razões para acreditar que o grupo de Cassiano Klein chega a Vila do Conde a saber sofrer e a saber resolver.

