No jornal do costume – aquele que se apresenta como defensor máximo do Sporting e que surge sempre como arma de ataque quando os verdes e brancos mais necessitam – escreve-se hoje, em letras garrafais, “Pouco Barulho”, numa clara referência às declarações do treinador do Sporting sobre a arbitragem.
Rui Borges, que tem agora a cabeça a prémio após a saída de Rúben Amorim do Manchester United, saiu em defesa da arbitragem, alinhando exatamente pelo discurso do seu presidente.
Ora, depois do Conselho de Arbitragem ter cancelado os programas de análise às decisões, fugindo ao escrutínio público, aparece o treinador do clube mais beneficiado pelas arbitragens a pedir silêncio sobre o tema. Um silêncio conveniente.
Ninguém esquece o que aconteceu na Taça de Portugal. Ninguém esquece os pontos conquistados no campeonato com a ajuda direta das arbitragens. Falamos de benefícios claros em seis jogos: Santa Clara, Moreirense, Nacional, Famalicão, Alverca e Estoril.
Enquanto o FC Porto soma três jogos com erros de arbitragem favoráveis – Estrela, AFS e agora Santa Clara -, o Sporting já vai em seis.
E ainda assim, pedem pouco barulho.

