
Terça-feira, dia 13 de agosto, às 19h45, o Benfica joga a vida europeia em Tynecastle Park, na Escócia, na segunda mão da terceira pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa. E quem vai gerir esse jogo é uma equipa inteira vinda dos Países Baixos, escolhida pela UEFA para um encontro que decide muito mais do que noventa minutos.
O nome principal é Sander van der Eijk, árbitro neerlandês de 35 anos, que assume o comando da partida. Ao lado dele, nas linhas, estarão os compatriotas Rens Bluemink e Stefan De Groot, também eles assistentes neerlandeses. Alex Bos fica encarregue das funções de quarto árbitro. E na cabine do VAR, a responsabilidade cai sobre Dennis Higler, com Erwin Blank a assumir o papel de árbitro assistente de vídeo.
Reparo numa coisa que a mim, como ex-árbitro, salta logo à vista: é raríssimo ver uma equipa de arbitragem europeia tão homogénea, com praticamente todos os intervenientes formados na mesma escola. Isto não é acaso. A UEFA gosta de blocos que já trabalham juntos em competições domésticas, porque a entrosagem entre o árbitro de campo e a sala de VAR é meio jogo ganho quando os lances são de decisão rápida, como um fora de jogo apertado ou um contacto na área.
Para o Benfica, o dado prático é este, e não há volta a dar-lhe. Vai ter pela frente uma arbitragem com hábito de trabalhar em conjunto, o que costuma significar decisões mais consistentes ao longo dos noventa minutos, para o bem e para o mal. Nestas eliminatórias, onde um pormenor decide uma temporada inteira em receitas e prestígio europeu, saber quem apita e quem está do outro lado do ecrã já é meia informação de ouro. A outra meia, essa, só se escreve depois do apito inicial.
