Uma semana, duas regras, e três pontos para o FC Porto
Uma semana separa dois lances praticamente iguais, com a mesma dinâmica e decisões opostas. Em ambos os casos, o beneficiado foi o FC Porto. Em Guimarães, frente ao Vitória, dois jogadores da equipa da casa foram empurrados e agarrados dentro da área. Não houve penálti, o VAR não interveio e o FC Porto saiu do Minho com três pontos no bolso, num lance que merecia muito mais do que silêncio.
Vitória SC, Caso, Miguel Nóbrega, 77m
AdvertisementMiguel Nóbrega queixa-se de ser agarrado por Froholdt na área mas o árbitro diz que não há nada.#LigaPortugalBetclic #VSPORTSLPBETCLIC #EPOCA2526 #JORNADA18 #VSCFCP #VSC #FCP pic.twitter.com/2Pgfy2i3Uq
— VSPORTS ARCHIVE (@VsportsArchive) January 18, 2026
Uma semana depois, no Dragão, frente ao Gil Vicente, um lance semelhante foi transformado em grande penalidade. Coincidência ou não, era exatamente aquilo que o treinador tinha pedido na conferência de imprensa, um penálti para dar confiança ao Samu. E teve o que queria. O que não foi penálti em Guimarães, foi penálti no Porto.
FC Porto, Penálti, Samu, 34m
Penalty Porto. Samu Aghehowa sofreu falta na área.#LigaPortugalBetclic #VSPORTSLPBETCLIC #EPOCA2526 #JORNADA19 #FCPGVFC #FCP #GVFC pic.twitter.com/wyPe1Jkfxy
— VSPORTS ARCHIVE (@VsportsArchive) January 26, 2026
É esta incoerência que revolta os adeptos. As regras não mudaram em sete dias, mas a cor da camisola sim. E isso faz toda a diferença.
Ainda assim, quem liga a televisão dificilmente ouvirá falar disto. Em vez disso, vão preferir discutir o Rafa, o Mourinho e o Seixal. Vão chorar porque o Benfica limita perguntas nas conferências e ignorar estes lances que distorcem campeonatos.
Uma semana separa estes dois lances.
Lances iguais, a mesma equipa, critério diferente. Porquê? O que se passa no futebol português?
É preciso começar a abandonar o relvado como o Senegal fez na CAN? Algo tem de mudar … pic.twitter.com/sy8faHAlJU
— Vitória SC Mil Grau (@vscmilgrau) January 26, 2026
O circo continua porque muitos dos que deveriam analisar com rigor fazem parte dele. Comentam conforme lhes dá jeito, conforme a pressão e conforme as diretrizes. O futebol fica para segundo plano. E depois perguntam-se porque é que a revolta cresce.
