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Uma simples entrevista tornada em fonte de ruído por culpa de Gyokeres e Tengstedt

O que uma simples entrevista faz. Para arranjar ruído vamos buscar as partes da entrevista que podem causar polémica ocultando tudo o resto.

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Em reação à entrevista de Pedro Ferreira, antigo chefe do departamento de scouting do Benfica, que na globalidade considero uma grande entrevista para as pessoas que se interessam por futebol. Só faltou o Pedro dizer que qualquer um acerta no euromilhões depois de terem sido divulgados os números.

A primeira para que quero destacar da entrevista e que a imprensa não dá relevância, tem que ver com a observação dos jogadores para determinados modelos de jogo de cada uma das equipas. Pedro Ferreira até fala de uma suposta análise com vários colegas de clubes rivais a verem o mesmo jogo do mesmo jogador, retirando notas diferentes para cada estilo de jogo.

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“Nós olhamos para toda a gente, mas não há transferes. O modelo de jogo do Sporting, do FC Porto, do Sp. Braga ou do V. Guimarães é igual ao do Benfica? A riqueza do scouting no profissional é eu poder estar ao lado de um elemento de outro clube, a ver o mesmo jogo e estarmos a olhar de forma diferente para o mesmo jogador. Porque eu estou a olhar para o que se quer no meu modelo de jogo e ele para o modelo de jogo da equipa dele. Pode ter transfer para ambos, para nenhum ou para apenas um. Não é fácil dizer se um jogador que estava no Benfica teria mais ou menos sucesso no Sporting. Ou que o Enzo, usando um grande exemplo, teria menos ou mais sucesso se estivesse no Sporting”.

Pedro Ferreira confirmou o que o presidente Rui Costa também já o tinha dito. Gyokeres foi observado pelo Benfica como outros jogadores. “Tanto Gyokeres como o Jurásek estavam referenciados pelo scouting do Benfica e o presidente falou há bem pouco tempo sobre isso. De acordo com aquilo que nos é pedido, se o perfil é de um avançado rápido, potente, de ataque à profundidade, de um jogador móvel que possa jogar nos corredores, o Gyokeres entra nesse perfil; se o perfil é diferente, já não podemos identificar o Gyokeres.”

Sobre a escolha de Casper Tengstedt, 2 anos mais novo, com um estilo diferente do avançado do Sporting e que tinha bons números antes de vir para o Benfica, Pedro Ferreira foi claro.

“O Benfica contratou o Tengstedt e não o Gyokeres. (…) Quando se avaliava avançados, como se avaliou naquele momento, foram identificados vários perfis e na altura da decisão o Benfica decidiu contratar o Casper. Não sei responder quantos jogos vimos, mas vimos muitos jogos dele. Era alguém que se destacava no Rosenborg. (…) Depende sempre do que me estão a pedir. E não podemos estar a perder tempo com o que já passou.”

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A imprensa pretende continuar a alimentar este tema enquanto os Benfiquistas deveriam pensar em seguir em frente. Também tivemos Amorim nas mãos e hoje está no Sporting. Também tivemos uma serie de jogadores nas mãos e acabaram no FC Porto.

O que retiro das palavras do Pedro é que o estilo de jogo do treinador em preferir um avançado que ajude a defender, Gyokeres não encaixa nesse perfil. Se o estilo de jogo ou os planos não são os melhores, esse é outro tema.

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