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William Gomes fez semelhante na primeira parte, onde estava o vermelho?

William Gomes fez semelhante na primeira parte, onde estava o vermelho?

É para isto que deixaram de tornar públicas as notas dos árbitros?

Num jogo que estava complicado para o FC Porto, António Nobre acaba por reduzir o Moreirense a dez jogadores, depois de intervenção do VAR Bruno Esteves.

Antes de qualquer discussão sobre arbitragem, fica naturalmente o desejo de rápida recuperação para o jogador do FC Porto. O susto vivido no relvado foi evidente e a saúde estará sempre acima de qualquer resultado.

Mas isso não pode impedir a análise do lance.

O jogador do Moreirense é expulso numa entrada em que o adversário acaba por perder os sentidos. O problema é que, na primeira parte, William Gomes protagonizou um lance que, na minha leitura, apresenta características semelhantes e até uma abordagem mais agressiva à disputa da bola.

A diferença foi o resultado físico da jogada. Nesse primeiro lance, o jogador do Moreirense conseguiu continuar normalmente.

E é aqui que surge a pergunta.

Desde quando a decisão disciplinar depende da consequência visual da entrada?

Um jogador ficar caído, sangrar ou perder momentaneamente os sentidos torna naturalmente o lance mais impressionante, mas não pode ser, por si só, o critério para decidir entre seguir jogo, amarelo ou vermelho.

É preciso analisar a entrada, a intensidade, o ponto de contacto, a forma como o jogador disputa a bola e o risco criado para o adversário.

Se aplicarmos esse critério aos dois momentos, então também é necessário explicar por que razão a entrada de William Gomes na primeira parte teve um tratamento diferente.

Cancelaram programas dedicados à análise da arbitragem, deixaram de divulgar publicamente as classificações dos árbitros e depois temos jogos onde dois lances comparáveis acabam tratados de maneira completamente diferente.

Num, William Gomes continua em campo.

No outro, o Moreirense fica reduzido a dez.

O que mudou?

O lance ou apenas aquilo que aconteceu ao jogador depois do contacto?

É precisamente por situações destas que a transparência na arbitragem faz falta.

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