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Benfica apresenta as boas contas

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No sábado tem início a nova temporada, esta sexta-feira terminou a época 2022/2023 e com ela o segundo exercício da era Rui Costa, muito provavelmente o primeiro com as contas no verde, o que não deixa de ser também significativo para o presidente do Benfica, depois de ter lidado com prejuízo em 2021/2022, aproximadamente €35 milhões, e no primeiro semestre de 2022/2023, cerca de 13,4 M.

«Vencer sempre, sem hipotecar o futuro, mas privilegiando a vertente desportiva.» Esta mensagem pertence a Rui Costa e procura justificar o elevado investimento. O Benfica já venceu, efetivamente, o campeonato, além de acumular conquistas noutras modalidades, mas a fórmula de sucesso só estará completa se o presidente dos encarnados conseguir, de facto, manter as contas no verde, a estabilidade e a credibilidade intactas.

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As informações disponíveis sugerem, pois, e antes mesmo de ser conhecido o relatório consolidado do Benfica respeitante ao exercício 2022/2023, que poderá ser alcançado um número importante. Para começar, entrou muito dinheiro com a venda de Enzo Fernández ao Chelsea por €121 M. Mesmo que o Benfica tenha cedido 25 por cento ao River Plate (terá recebido cerca de €27 milhões), suportado direitos de intermediação (quase €8 M) e permitido aos ingleses reterem valor para pagamento de mecanismo de solidariedade (€4,5 M). Ainda assim, no final do dia, mais de €80 milhões.

 

 

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Entrou também na Luz verba recorde para as águias na Liga dos Campeões: €72,5 milhões. E em vendas após 1 de julho de 2022, o Benfica fez €167,2 milhões.

Entre vendas e Champions vão, pois, €240 milhões. Mesmo descontando quase €40 milhões por obrigações no negócio de Enzo, terão entrada na Luz cerca de €200 milhões só nestes dois capítulos. E só mais tarde, no documento do Benfica, saberemos quanto valeram publicidade e receitas de bilheteira, em ano de casa sempre cheia.

Há, todavia, que contar com despesas avultadas: desde logo €10 milhões por Enzo, mais €4 M relativos a bónus; Aursnes custou €13 M, João Victor €9,4 M, Schjelderup e Tengstedt serão sinónimo de esforço superior a €16 M. E há  obviamente  Kokçu, o mais elevado investimento inicial feito em Portugal, €25 M, embora caiba ao Benfica decidir em que exercício integra o investimento. Jota, cuja mudança do Celtic para o Al Ittihad pode render 8,7 milhões (Benfica tem direito a 30 por cento da venda), deve ficar para 2023/2024.

A engenharia financeira envolve muitas vezes a distribuição de receitas e despesas por exercícios diferentes. Contratações ou vendas no mesmo defeso, por vezes separadas por dias, aparecem depois em diferentes documentos. Darwin, vendido ao Liverpool por €75 milhões no final de junho, entrou no exercício anterior, 2021/2022. E por falar em Darwin, bónus de €5 M entrou nos cofres da Luz ao 10.º jogo pelos reds.

O melhor resultado de sempre apresentado pelo Benfica ainda é pertença da época 2016/2017, lucro de 44,3 M. Haverá recorde?

 

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