Advertisement

“Calei-me durante nove anos, mas hoje digo basta!”

Carlos Nicolia denuncia vergonha no Dragão Caixa

Advertisement

O hoquista do Benfica Carlos Nicolia fez uma longa publicação nas redes sociais, esta quinta-feira, na qual deixa um grito de revolta perante o comportamento dos adeptos do FC Porto desde que joga em Portugal e sempre que joga no Dragão Arena – como foi o caso esta quarta-feira, com vitória dos dragões por 3-0 para o campeonato.

 

O argentino de 36 anos diz «basta», vinca que «tudo tem um limite» e exige «respeito». O melhor mesmo é ler a publicação sentida do atleta, para perceber o que está em causa.

 

Aqui a publicamos na íntegra e já traduzida:

 

«Assassino, mataste a tua mulher’ (e isto é o mais suave).

 

Calei-me durante nove anos, mas hoje digo basta!

 

Talvez muitos não conheçam a minha história, cheguei em 2014 ao Benfica com o meu filho de três anos, a sua mãe tinha acabado de falecer, tive a sorte de encontrar uma grande família benfiquista que sempre me acompanhou… Mas desde há 9 anos que cada vez que vou ao Dragão Caixa as pessoas atrás do banco (não a claque) gritam ‘Assassino, mataste a tua mulher’ e muitas outras coisas que até me dá vergonha de dizer.

 

O meu filho já tem 11 anos e entende tudo.

 

É uma pena que se faça isto num evento desportivo, usando a morte de uma pessoa, que lutou contra uma doença, rindo da própria morte. Uma vergonha.

Passei nove anos a ouvir estas coisas em todos os jogos, mas hoje digo basta.
Tenho lutado sozinho contra a discriminação que sinto por parte dos regulamentos que as federações de hóquei fazem, e não sei se algum dia irei ganhar essa luta, , mas esta outra luta termina hoje.

 

Não por mim, mas pelo meu filho… Não quero que ele ouça nunca que há pessoas que usam a perda da sua mãe devido a uma rivalidade ou para acreditarem que são engraçadas! Tudo tem um limite… RESPEITO»

 


 

DEIXE A SUA RESPOSTA

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Botão Voltar ao Topo