A Liga reage com “a maior estranheza” à comunicação que recebeu por parte de Fontelas Gomes no âmbito das fugas de informação assumidas por César Boaventura e que revelaram os árbitros nomeados, nesta jornada, para os jogos de Sporting, Sp. Braga e FC Porto.

De resto, o organismo liderado por Pedro Proença revela que, após o referido agente ter tornado públicas nomeações pela primeira vez, antes do FC Porto-Marítimo, solicitou em duas datas diferentes “uma reunião com caráter urgente”, a 18 de março e 7 de abril, não tendo obtido “qualquer resposta” oficial. Situação da qual dá conta em missiva dirigida ao presidente do Conselho de Arbitragem da FPF e à qual o nosso jornal teve acesso.

Em concreto, a Liga recorda que o documento exibido por César Boaventura antes do encontro entre os dragões e verde-rubros, dando conta de que seria João Capela o juiz designado, segue um circuito de comunicação específica do CA da FPF com os árbitros. “Os documentos que têm sido exibidos na comunicação social são credenciais emitidas pelo Conselho de Arbitragem, não tendo esta Liga acesso às mesmas”, sublinha ainda aquela estrutura que gere o futebol profissional.

Entretanto corre nas redes sociais como é que se poderá saber das nomeações dos árbitros.

Até que faz sentido. Vejamos o que foi noticiado no inicio desta época.

“O treino do FC Porto estava marcado para as 10 horas, no Olival, mas só arrancou às 11h15, uma vez que o plantel e a equipa técnica participaram numa ação de formação de arbitragem. O árbitro Luís Ferreira e Ricardo Duarte, vogal da secção profissional do Conselho de Arbitragem da FPF, participaram na iniciativa na qual foram dadas indicações sobre regras e videoárbitro, à semelhança do que já aconteceu noutras épocas”.