Hora de rumar para o mesmo lado

Já lá vão 5 anos de redes sociais e site, e nesse período vivemos muitas alegrias e algumas tristezas. Vimos o Benfica ganhar mais do que perder. Festejámos mais conquistas do que períodos de seca. Mas nunca vivemos algo equiparado a este momento. Nunca vivemos uma verdadeira desunião promovida por tudo e todos. Se é daqueles que se “sentam no sofá” e criticam tudo e todos, para quem que nada está bem, para quem qualquer opinião contrária à sua é atirar areia para os olhos, dos que gostam de ter razão desejando derrotas do seu próprio clube, então, por respeito de opiniões, poupo-lhe o trabalho de ler este artigo, pois não é para si.

Ontem vi dois jogadores do Benfica a falar na comunicação social. Um deles pedia para não os abandonarem. Outro mostrava união de grupo, dando a cara pelo mau momento e pedindo a ajuda dos adeptos. Quando o nosso (e tenho de falar no geral) descontentamento entra num grupo de trabalho, por mais que estejam ali a rematar, juntamente com a pressão extra vinda de nós, o resultado é o que se tem verificado. Não somos os únicos culpados deste mau momento (e já lá vamos), mas temos culpa. Não a culpa da exigência, porque quem está no Benfica tem de saber que aqui não é um clube para passar férias e, sim, um clube de dimensão mundial habituado a ganhar.

Temos culpa de alimentar aqueles que nos querem ver no tapete. Temos culpa por andarmos a voltar os Benfiquistas uns contra os outros. E isso tem de ser alterado urgentemente antes que nos culpem (porque é preferível tentar unir para no fim sermos todos felizes) de ser, em parte, os responsáveis pelo insucesso desta temporada. Vamos para o segundo jogo com assobios e lenços brancos. Recordo o que aconteceu em 2012.

No início da partida foi mesmo mostrada uma tarja onde se podia ler “Chega de aldrabões, queremos campeões”. Nas imediações da Luz também surgiram grafitis contra a direção e, na entrada para o recinto desportivo, foram distribuídos folhetos de contestação.

No final Jorge Jesus não escapou à amostragem de lenços brancos. Refira-se que a maioria dos adeptos tentou abafar os contestatários.
Record

Foi uma temporada negra e de má memória. Foi uma temporada em que se contestou Jorge Jesus. Treinador que muitos hoje querem ver no Benfica. Nada contra a opinião desses grandes Benfiquistas. Acontece que, depois disso, Jorge Jesus venceu 2 campeonatos, foi a 2 finais europeias e ainda mais umas quantas taças. O que ganhámos com assobios, lenços brancos e afins? NADA!

Ontem vi um grupo a dar tudo o que tinha pela vitória. Não vi um grupo a fazer a cama ao treinador. Não vi um grupo desunido. Não vi motivos para se apupar a equipa pelo resultado quando se viu perfeitamente que deram tudo. É óbvio que houve um ou outro jogador que não esteve nos seus melhores dias, mas, sinceramente, vi uma equipa a querer a vitória, e não a querer despedir o treinador.

Já se percebeu que Rui Vitória vai ficar. Já se percebeu que o treinador bicampeão pelo Benfica (ano de tetra), recordista de pontos da Liga NOS (88 pontos), vai ficar por mais contestação que se veja. Não vou perder tempo a discutir como ganhou, o nível do adversário ou o cérebro da equipa, etc., etc., etc. Este homem já foi feliz neste clube, já foi considerado o melhor, e em todas as épocas teve momentos difíceis como qualquer outro treinador. Eu próprio já me mostrei insatisfeito com o que tenho visto em determinados jogos. Foi assim na Madeira frente ao União, no ano em que fomos tricampeões, e tem sido assim nos jogos em que o Benfica não jogou à Benfica. Mas nunca com recurso aos lenços ou assobios.

Apesar de andarmos tristes com este momento, é hora de nos ligarmos ao grupo de trabalho. É tempo de apoiar ainda mais este grupo de trabalho, porque eles sabem ganhar. Eles sabem o que têm de fazer. Eles só precisam do nosso carinho para voltar a jogar com alegria. Nós temos de ser a sua motivação extra, e não o contrário. Eles vão dar a volta por cima, vê-se que querem dar a volta a este momento. Não querendo arranjar desculpas porque não é a lamentar que se constrói um futuro brilhante, o Benfica precisa de se encontrar com os adeptos e os adeptos precisam de se encontrar com o grupo.

No final faremos contas. Espero e desejo que façamos umas boas contas.
 

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