Domingos Soares de Oliveira explicou que, apesar de o Benfica possuir neste momento uma “série de craques” – em alusão aos jovens formados no Caixa Futebol Campus –, as águias têm como princípio a contratação de um jogador de créditos firmados todas as temporadas. “Temos no nosso plano estratégico que todos os anos deveríamos ir buscar um craque que seja reconhecido”, frisou, em entrevista à Rádio Observador, recordando os exemplos de Aimar e Saviola, com a ressalva de definir a Liga portuguesa como pouco cativante.

“Vivi essa situação, por exemplo, no caso do Barcelona, quando tentámos ir buscar o Cillessen. Falei com o presidente do Barcelona, com o diretor desportivo… O jogador disse desde o princípio: ‘Eu quero estar numa das cinco ligas principais’. Fez toda a diferença”, vincou o CEO da SAD encarnada.

Soares de Oliveira, de 59 anos, sustentou depois que, face à venda de João Félix por 126 milhões de euros, não foi “escondido” o facto de as águias terem “um valor de caixa tão elevado”. “Existiu muita maturidade da equipa técnica e do scouting. É que não se compra por comprar”, vincou, concluindo a mesma ideia: “Pensaram que aquilo que temos é um valor seguro e não vamos entrar numa política despesista que não faz sentido”, declarou, dando conta de que o Benfica não continua a vender jogadores por gostar e sim “pela necessidade de acompanhar o ritmo de crescimento dos grandes clubes”.

Kelvin ‘venceu’ caso dos emails

Domingos Soares de Oliveira foi interrogado sobre que situação causou mais mossa ao Benfica nos últimos anos, entre o caso dos emails e o golo de Kelvin, na época 2012/13. O administrador escolheu este último: “Recordo-me perfeitamente desse momento, foi algo que nos afetou bastante porque, no fundo, atrasámos um ano aquilo que era uma estratégia já de sucesso desportivo.”