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Rui Costa: “Não alimentar o sonho num clube desta dimensão e desta grandeza seria uma estupidez”

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O presidente do Benfica, Rui Costa, reconheceu esta quinta-feira que um título na Liga dos Campeões de “é cada vez mais difícil” perante o poderio de colossos financeiros, como o City, mas considera que “nada pode ser uma utopia”.

 

Após uma campanha europeia que terminou nos quartos de final da principal competição de clubes europeia diante do Inter, em 2022/2023, o plantel encarnado defronta novamente o emblema italiano no grupo E da competição, juntamente com Salzburgo e Real Sociedad, numa edição que fará Rui Costa sonhar novamente.

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“Neste clube, nada pode ser considerado uma utopia. Sabemos das dificuldades, temos de ser realistas, as pessoas têm de interpretar isto da forma correta, no modelo atual, cada vez mais é difícil o Benfica chegar ou ganhar uma final da Liga dos Campeões. Basta olhar para os grandes colossos financeiros por essa Europa fora a terem dificuldades a ganhar o troféu. O Manchester City ganhou, no ano passado, a primeira, por isso pode-se ver a dificuldade em chegar à final. Por outro lado, não alimentar o sonho num clube desta dimensão e desta grandeza seria uma estupidez. Difícil, mas não impossível.

No dia em que eu estiver sentado nesta cadeira e não disser que o Benfica é um candidato ao título, tirem-me dela, porque alguma coisa não está bem. Obviamente que procuramos o segundo campeonato consecutivo, num ano que vai ser extraordinariamente difícil, mas nós temos as nossas ambições. Tirando quando ganhámos os quatro campeonatos seguidos [de 2013 a 2017], já faz muito tempo que não fazemos o “bi””, recordou.

No rescaldo de quase três anos desde que foi eleito o 34.º presidente do clube, Rui Costa demonstrou ainda vontade de ser um agente de mudança, não querendo entrar, contudo, “em choques” com a estrutura encarnada.

“O modelo de governação vai ser ajustado à realidade atual, da mesma forma que se tem adaptar ao meu modelo de trabalho e funcionamento, portanto vai sofrer alterações, mas faz parte das mudanças e a única coisa que pretendo é que sejam pautadas pela responsabilidade e o dinamismo dentro do clube, sem grandes choques”, explicou.

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“Só conseguimos ter uma opinião completamente válida quando tivermos a certeza do que pode haver por aí. As únicas coisas que sabemos é que, primeiro, é uma lei do governo e, segundo, a Liga deu a garantia que todos os clubes sairiam beneficiados com isso. Atendendo que o Benfica privilegia sempre o crescimento dentro do futebol português, tem de estar dentro desse processo, mas sempre com essas premissas”, reiterou.

O rótulo de ‘presidente adepto’, que várias vezes lhe é atribuído, com naturalidade.

“Não sei o que é ser um ‘presidente adepto’. Se um presidente não tem sentimentos pelo clube, eu não sei o que ele está lá a fazer. Se a expressão é essa, então serei sempre com todo um orgulho, mas sempre um presidente responsável”.

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