Taarabt: “Para mim, o Benfica está acima de tudo”

adel taarabt
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R – Quantos quilómetros percorre por jogo?

AT – No jogo com o Rangers fiz 12,4. Nunca corri tanto como agora. Na Premier League, fazia oito ou nove. Acho que o máximo aqui foi 12,7 ou 12,8 km.

R – Como foi a sua transformação de um atacante para o médio que joga para a equipa?

AT – Quando comecei a carreira, era completamente diferente. Jogava como número 10, os outros defendiam e eu só tinha de fazer a diferença. Hoje em dia, se não corres não jogas. Quando o míster Lage me deu oportunidade e me motivou, disse que me via naquela posição, porque eu lia muito bem o jogo e conseguia fazer passes entrelinhas. Eu comecei a fazê-lo e a gostar. Jogo para a equipa, deixei de jogar para mim. Antes era mais egoísta, jogava para mim, para marcar golos e para fazer assistências. Agora, não consigo ser assim dentro de campo. Porque, para mim, o Benfica está acima de tudo. Nunca sou amigo dos treinadores, para mim ele é o meu chefe. Mesmo que tenha uma relação muito boa com ele. Toda a gente dizia no ano passado que Bruno Lage era o como um pai para mim, mas tratava-me de forma muito profissional. Nunca falámos fora do treino ou por telefone. Nunca. É claro que eu via que ele gostava de mim, mas no momento em que não estivesse bem ele escolhia outro para jogar. Com Jorge Jesus é o mesmo.

R – Além dos treinos, viu vídeos para analisar jogadores dessa nova posição?

AT – Vejo imensos jogos, porque sou apaixonado por futebol. Antes jogava como número 10 e a bola que agora tenho de passar é a bola que gostava de receber. Quando jogava como ‘10’, só pedia por favor para me passarem a bola para o espaço entrelinhas – se virar, posso driblar, rematar ou assistir. Quando baixei no campo, sabia que esses são os passes que eles querem receber. Para jogadores de topo, tens de dar a bola com força, porque impedes o central de lá chegar. Tenho de aprender mais no aspeto defensivo, porque sou mais de ataque.