Facundo Ferreyra é reforço do Benfica

O avançado argentino, de 27 anos, chega ao Benfica depois de temporadas no Shakhtar recheadas de títulos e golos.
Facundo Ferreyra é reforço do Benfica para a temporada 2018/19. O avançado ex-Shakhtar Donetsk assinou por quatro anos e confessou-se encantado com “a grandeza” das águias.

“É um Clube muito grande! Estou contente por estar aqui. Para poder jogar tenho de estar bem física e mentalmente”, disse em exclusivo à BTV.

O avançado, de 27 anos, é conterrâneo de vários futebolistas que, recentemente, vestiram de águia ao peito, aspeto que o fez seguir o Benfica desde muito cedo.
“É um Clube enorme! Acompanho o Benfica desde jovem devido a todos os futebolistas argentinos que jogaram aqui. É um sonho poder estar agora neste Clube por onde passaram grandes jogadores”, recordou.

“ACOMPANHO O BENFICA DESDE JOVEM. É UM CLUBE ENORME”

“É um Clube muito reconhecido na Argentina; vários jogadores atuaram cá: Di María, Aimar, Saviola… Naturalmente, segue-se muito a Liga portuguesa tendo em conta os argentinos que jogam cá, e quando me falaram em vir para o Benfica não hesitei”, acrescentou.

E prosseguiu admitindo que “é sempre bom ter colegas do mesmo país na equipa”. “Salvio e Cervi estão no Benfica; agora contrataram o Conti”, enumerou, e deixou uma certeza: “Vão ajudar muito.”
Passar da Ucrânia para Portugal é uma grande mudança na vida de Farreyra, mas o argentino quer adaptar-se rapidamente à realidade encarnada.
“É uma mudança de 100% para mim. Outra cultura, outra cidade… Vou adaptar-me rápido à equipa, ao estilo de jogo, aos meus colegas de equipa e tudo vai correr bem”, assegurou.

“COM 55/60 MIL PESSOAS NA LUZ VAI SER COMO SE ESTIVESSE NA ARGENTINA”

Um aspeto que não será problema na adaptação é a língua portuguesa… “Sim, compreendo tudo porque no Shakhtar jogava com oito brasileiros, e o Paulo Fonseca [treinador] é português. Era mais fácil aprender português do que russo. O idioma não vai ser um problema. Sei falar um pouco, mas quero aprender. Sei dizer ‘bom dia’, ‘boa noite’, ‘tudo bem’, o básico”, referiu.
Para além do Clube em si, Facundo Ferreyra, aquando da visita ao Museu Benfica – Cosme Damião, mostrou estar inteirado sobre o fervoroso apoio que o Benfica recebe por parte dos adeptos, tanto na Luz como nos jogos fora de portas.
“Já consegui ter uma ideia dos adeptos do Benfica, mas já sabia para onde vinha. O vídeo [no Museu] é muito emocionante e tenho a certeza de que vou viver isto em muitos jogos. Sei que o Benfica joga sempre com cerca de 55 mil, 60 mil pessoas em todas as partidas na Luz. Vai ser um desafio muito bonito”, realçou.
“Na Argentina vive-se um ambiente muito parecido, os adeptos são como aqui. Vai ser como voltar a jogar na Argentina. Gosto sempre de jogar com muito público nas bancadas”, recordou de seguida o avançado.

Ainda no espaço histórico e cultural do Clube, Ferreyra ficou a conhecer o extenso espólio do Benfica no futebol e nas restantes modalidades.
“Tem muitos troféus, não só do futebol como também de todas as modalidades. Ao observar as taças, apercebi-me de que o Benfica já ganhou muitas vezes o Campeonato e a Taça de Portugal. Vai ser um grande desafio porque o Benfica está sempre obrigado a ganhar”, considerou.
E ao visitar o espaço reservado a Eusébio, o futebolista não esqueceu a admiração pelo King.
“Tem mais de 600 golos no Benfica, é uma lenda. Conquistou muitas competições, é o jogador mais importante da história do Benfica”, elogiou.

“PRECISAVA DE UM GRANDE CLUBE COMO O BENFICA”
Depois de uma excelente temporada ao serviço do campeão ucraniano, o argentino revelou por que razão escolheu vir para a Luz.
“É um grande desafio. Quando me falaram do Benfica, não duvidei da minha decisão apesar de estar bem na Ucrânia. Jogava todos os jogos, marcava golos, estava feliz, mas precisava de experimentar uma Liga melhor num grande clube e, por isso, decidi vir para o Benfica pois vai ser um teste para mim”, partilhou.

A responsabilidade de ganhar em todos os jogos é algo que não assusta o mais recente reforço das águias. Para Ferreyra, o Benfica tem de tentar “ganhar as Taças, a Liga NOS”. “Já estou habituado porque o clube de onde venho também tinha essas obrigações”, lembrou.
Quando começou no Banfield, o avançado não sabia se algum dia chegaria a jogador profissional e muito menos à Europa, mas nunca desistiu de sonhar.

“Temos sempre de sonhar que podemos jogar num grande clube da Europa, mas sabemos que é muito difícil e no dia a dia vamos construindo esse futuro. Primeiro jogamos na Argentina, depois passamos para um clube maior e sem nos darmos conta estamos na Europa. É difícil viver os momentos, porque passa tudo muito rápido no futebol. De repente estou no Benfica e nem caio em mim”, reconheceu.

Hoje é um avançado temível, mas o ataque nem sempre foi a sua zona no campo. “Quando era jovem, jogava como médio-defensivo. Aos 14 anos, houve um treinador que me pôs a jogar a avançado. Comecei e continuei a jogar sempre no ataque”, revelou.

E para a temporada 2018/19, o que podem esperar os Benfiquistas de Facundo Ferreyra?

“Marcar golos, ajudar a equipa, sacrificar-me porque é difícil marcar golos em todos os jogos. O importante é ajudar a equipa, manter a posse de bola, criar jogadas”, enfatizou.
“Gosto muto de marcar golos de cabeça, fazer movimentações sem bola e criar oportunidades”, completou.