Há alguma lei não escrita que proíba um árbitro de validar um castigo máximo só porque é a favor do Benfica?

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Não vale a pena lamentar o que já passou. É preciso olhar com exigência e firmeza para os desafios que o futuro reserva e ter um propósito em mente: o Benfica pretende recuperar os dois pontos perdidos ontem, diante do Nacional da Madeira, o mais rapidamente possível.

Não só os pontos perdidos, mas também uma série de características que a equipa vinha solidificando, como a qualidade, a consistência e a intensidade de jogo que foram colocadas em campo diante do Tondela e, igualmente, no Dragão.

Esse é um desígnio que a todos convoca após o apito final da partida de ontem, mas que – infelizmente, porque gostaríamos que fosse já! – só poderá ser colocado em marcha nas próximas jornadas, e, no imediato, com uma resposta concreta já na quinta-feira, ante o Belenenses, SAD, nos quartos de final da Taça de Portugal. Que a todos convoca e que de todos, estamos certos, vai merecer resposta.

Esta foi, provavelmente, uma das semanas mais difíceis vivida entre o plantel do Benfica, com sucessivos casos de covid a minarem a confiança de todos, a desfocarem daquilo que são objetivos imediatos – renovados de três em três dias, esta temporada –, a desconcentrarem e a baralharem as rotinas e as dinâmicas que são a argamassa do crescimento de qualquer grupo. Não são desculpas, é uma constatação.

É igualmente uma constatação que o Benfica continua a ser o único dos candidatos ao título sem um único penálti assinalado a seu favor neste Campeonato, apesar das demais evidências em sentido contrário. E isso merece uma reflexão desapaixonada, sem as amarras típicas de uma justificação desesperada, a procurar encobrir um mau resultado. Não é isso que está em causa: sabemos porque falhámos e cientes estamos quanto ao que é premente melhorar. Contudo, cumpre-nos perguntar: há alguma lei não escrita que proíba um árbitro de validar um castigo máximo só porque é a favor do Benfica?