Sérgio Conceição assinou pelo FC Porto na época de 2017/2018. Foi logo nessa altura que passou a estar sob a mira de Rui Pinto, o hacker que meses antes tinha começado o ataque ao Benfica.

O Correio da Manhã consultou os apensos do processo que vai agora ser investigado autonomamente e verificou que o primeiro acesso ao email de Sérgio Conceição foi feito a 31 de outubro de 2017. Há outros registos de acessos a funcionários dos azuis-e-brancos, mas sempre de segunda linha.

Meses antes, em fevereiro de 2017, o alvo tinha sido Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados. “Também Rui Costa, José Eduardo Moniz e Luís Bernardo foram pirateados pelo hacker.

O conteúdo dos e-mails que foram roubados ainda não é conhecido, já que essa parte do processo se mantém em segredo de justiça. Apenas foi deduzida acusação relativamente ao caso Doyen e também ao ataque feito à Federação Portuguesa de Futebol e ao escritório de advogados onde estava um dos causídicos que defendia o Benfica no processo E-Toupeira.
Para além do técnico portista e diversos dirigentes encarnados, foram também pirateados vários e-mails de funcionários do Sporting. Rui Pinto tinha na sua posse 40 ficheiros que diziam respeito aos verdes-e-brancos e que estavam descarregados num disco rígido.

A Doyen constituiu-se assistente e pediu 10 mil euros de indemnização. Também a Federação Portuguesa de Futebol constituiu-se assistente, mas ainda não requereu nenhum pedido de indemnização cível. Por sua vez, João Medeiros, que defendia o Benfica no processo E-Toupeira, entrou igualmente com um pedido de indemnização que diz ser “simbólico”. Pede dois mil euros e diz que quer que o dinheiro reverta para o IPO de Coimbra. Todos os advogados da PLMJ requerem os mesmos valores.