Ministério Público (MP) suspeita que o hacker Rui Pinto pudesse estar a negociar a venda de informações, obtidas através da entrada ilegal em sistemas informáticos, com entidades de “relevante poder económico”. Em contrapartida, o MP acredita que essas empresas poderão ajudar o hacker a “manter-se em local oculto”, avança o Diário de Notícias(acesso pago).

“À data da sua detenção o arguido detinha na sua residência um papel por si manuscrito, do qual resulta, indiciariamente, que se encontraria a negociar algum tipo de situação profissional ou de colaboração com terceiros, mediante determinadas condições que pretendia ver satisfeitas, de modo a assegurar o seu futuro”, refere o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa proferido esta terça-feira, citado pelo Diário de Notícias.

“Nessas negociações”, refere o documento, “poderão estar envolvidas entidades com relevante poder económico e que o poderão auxiliar a manter-se em local oculto”.

Rui Pinto vai continuar em prisão preventiva porque, para além de não mostrar arrependimento, o Tribunal da Relação de Lisboa acredita não haver razão para que o hacker não continuasse a usar os seus conhecimentos informáticos para cometer crimes. Entre as acusações estão crimes de acesso ilegítimo, acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão.