Supremo Tribunal Administrativo mantém a multa contra o FC Porto

Advertisement

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) validou um recurso da Federação Portuguesa de Futebol e manteve a multa de 15 300 euros que o Conselho de Disciplina tinha aplicado ao FC Porto, em maio de 2019, na sequência de críticas à arbitragem, e mais concretamente ao desempenho de Bruno Paixão como VAR do Feirense-Benfica, na newsletter “Dragões Diário”.

O caso remonta a um Feirense-Benfica da época passada, jogado em abril de 2019 (1-4, favorável aos benfiquistas), que esteve na origem do texto “Paixão Vermelha” publicado no “Dragões Diário”. Nele, lia-se que “Bruno Paixão teve uma carreira de árbitro recheada de decisões insustentáveis e, agora como VAR, segue a mesma lamentável tradição. Ontem, na Feira, assinalou um penálti a favor do Benfica depois de um toque tão levezinho que fez Pizzi cair em câmara lenta, mas fez vista grossa a dois lances na área do Benfica, um deles uma pisadela clara. Já no ano passado, também na Feira, o mesmo VAR deixou passar um penálti claríssimo sobre Marcano. Definitivamente, Bruno Paixão parece ter um problema com a imparcialidade, o que pode e deve afastá-lo dos jogos que vão decidir o campeonato.”

As observações, segundo entendimento do CD, violavam o Regulamento Desportivo da Liga, aprovado pelos clubes, designadamente o artigo 112.º, que responsabiliza os clubes por declarações consideradas ofensivas da honra e reputação de agentes desportivos e/ou competições.

Ora, por insistência de José Manuel Meirim, que está em final de mandato na liderança do CD, e que não continuará no cargo, a FPF prosseguiu as batalhas jurídicas para instância superior, de forma a fazer jurisprudência que possa acautelar casos futuros. Este processo que visa o FC Porto é o terceiro a ter desfecho favorável à FPF no STA; os outros dois, pelos mesmos motivos, envolveram o Benfica.

Uma vez mais, o Benfica foi condenado por multas de 30 mil euros por se defender de ataques como este.