O Sport Lisboa e Benfica vai enviar à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga de Clube uma exposição com um conjunto de erros de arbitragem “evidentes” que têm favorecido o FC Porto na Liga NOS. A revelação foi feita por Luís Bernardo, diretor de comunicação do Clube, em declarações ao programa “Bola Branca”, da Rádio Renascença.

“O Benfica, pelos canais próprios, irá demonstrar, através de uma exposição, um conjunto de erros já identificados que, de tão exaustivos e evidentes, falarão por si só. Esperamos um critério de isenção por parte de quem manda na Federação, na Arbitragem e na Liga, para que haja uma correta análise e perceção, porque quem sofre com isto são as competições e a verdade desportiva”, declarou Luís Bernardo.

No recente jogo do FC Porto no Estádio do Bessa, na noite de domingo, a equipa de arbitragem, liderada por Hugo Miguel, e o videoárbitro [VAR], Fábio Veríssimo, deixaram passar em claro uma falta para pontapé de penálti a favor do Boavista (infração de Brahimi sobre Rochinha aos 70′). Os dragões venceriam a partida por 0-1, com o golo a ser apontado ao quinto minuto do tempo de compensação.

“O pior que pode acontecer é uma Liga que parece que tem já faixas encomendas para o campeão. Isso era no passado, de triste memória, que todos pensávamos que tinha terminado. Não pode acontecer, isto tem de acabar!”, enfatizou Luís Bernardo.

Sérgio Conceição, treinador da equipa portista, e Luís Gonçalves, diretor-geral, foram expulsos no desafio com os axadrezados, uma recorrência no capítulo das infrações nas respetivas fichas disciplinares. “O que há é um grande sentimento de impunidade. Falou-me de um dirigente do FC Porto, que é conhecido por ter ameaçado um árbitro com a descida de divisão, árbitro esse que viria mesmo a ser despromovido. Onde estão esses castigos?”, questionou Luís Bernardo.

“Nunca acontece! Sempre que surgem castigos em relação ao FC Porto são muito reduzidos, praticamente simbólicos”, lembrou o diretor de comunicação do SL Benfica.

“Isto leva a que aconteça todo um ambiente de permanente coação, intimidação e ameaças – que, é bom lembrar, surgiram naquela célebre invasão do Centro de Treinos da Maia – sobre os agentes desportivos. Isso está a ter efeitos. Vamos esperar e analisar. Cabe às entidades competentes tomarem as decisões adequadas tendo em conta aquilo que se passou. Exigimos regras iguais para todos”, apontou Luís Bernardo.

É momento de dizer “basta” a um conjunto de casos e de ocorrências que colocam em causa a verdade desportiva. “Ainda estamos a atingir o primeiro terço do Campeonato e o que verificamos é que em diversos jogos o FC Porto tem sido claramente beneficiado. Vamos ser objetivos: foi beneficiado ontem [domingo] – e todos, por unanimidade, viram de forma clara que houve um penálti, que não foi assinalado, a favor do Boavista; foi igualmente beneficiado na deslocação ao Jamor, contra o Belenenses, em Setúbal e em casa, frente ao Feirense. Há um conjunto de situações em que sistematicamente se verifica uma dualidade de critérios das equipas de arbitragem a favor de um clube, isto é, do FC Porto”, aprofundou o responsável benfiquista.

“Há erros que são incompreensíveis. O penálti que ficou por assinalar no Bessa é um daqueles erros que não se percebe como acontecem. Que o árbitro pudesse não ter visto na altura, dentro do campo, ainda pomos essa possibilidade, agora o VAR, com os diversos ângulos que teve oportunidade de visualizar, é impossível que não tenha visto aquilo que toda a gente viu”, frisou Luís Bernardo.