A equipa de hóquei em patins parte para a próxima jornada do Campeonato Nacional na frente da classificação, apesar de a vantagem pontual estar condicionada pelas incidências ocorridas na deslocação ao recinto do HC Braga, em que o resultado foi um empate (4-4). O que se passou no desenrolar e principalmente no final do jogo da última quarta-feira vem ao encontro daquilo que tem manchado a modalidade ano após ano.

São erros atrás de erros no decurso da presente época, o que já tinha inclusivamente levado outros clubes a manifestarem o seu descontentamento na Comunicação Social.

Com tantos anos a apitar, os árbitros não mostram sinais de evolução ao longo dos últimos anos, continuam a cometer erros que influenciam os resultados, dando a ideia de que não aproveitam esses lances para analisar o que têm de melhorar.

Não têm sido dados passos em frente no sentido de renovar quem dirige os jogos, mesmo com a mudança que houve na Direção da Federação de Patinagem de Portugal (FPP). É preciso acompanhar o investimento que o Sport Lisboa e Benfica – e os restantes clubes participantes – têm feito no hóquei em patins nacional e que faz com que o Campeonato seja considerado atualmente o que tem os melhores praticantes do mundo.

Nesse sentido, a situação que leva ao empate do HC Braga devia ser encarada como algo a rever em futuros jogos. O nosso guarda-redes Pedro Henriques toca primeiro na bola e depois, na sequência, o adversário aproveita para arrancar um penálti. Este é apenas um entre alguns lances que vão ser devidamente expostos à FPP, numa lógica de pedagogia, no sentido de contribuir para a evolução da modalidade, de forma a minimizar os erros. As falhas existirão sempre – seja de árbitros, dirigentes ou jogadores – mas há que querer evoluir.

Neste próximo domingo, dia 24 novembro, no recinto do FC Porto (15h00), espera-se que seja um jogo sem casos para bem da modalidade e da verdade desportiva.

Mas, infelizmente, já há muito que não nos surpreendem as más arbitragens no hóquei em patins. Os erros têm sido constantes, invariavelmente em prejuízo do Benfica.

Bastam dois exemplos, dos muitos que poderíamos referir. Aquele Valongo–Benfica escandaloso, em 2013/14, em que tudo valeu excepto permitir que o Benfica ganhasse a partida; e aquele Sporting–Benfica de má memória, disputado em Alverca na última jornada de 2016/17, em que foi anulado um golo, de forma caricata, senão mesmo escabrosa, no último minuto.

Houvesse justiça e a verdade desportiva tivesse prevalecido e sido defendida só nesses dois jogos, já para não mencionar muitos outros, teríamos mais dois títulos de campeão nacional no nosso palmarés.

P.S.: A agenda benfiquista, para o fim-de-semana, está muito preenchida, com destaque para a importante partida da Taça de Portugal, em que a nossa equipa de futebol deslocar-se-á a Vizela para defrontar o líder da série A do Campeonato de Portugal. Será mais uma boa oportunidade para os benfiquistas, residentes no norte do país, apoiarem a nossa equipa e aproveitarem para visitar a Casa do Benfica na cidade minhota.